Discernindo a Existência

Discernindo a Existência : Será que é possível ?

A Vida é um Presente

A Vida é um Presente
Então, desfaça o laço com carinho, desembrulhe sem pressa, abra a caixa, contemple a beleza que lhe foi imputada e aproveite cada segundo desfrutando de seu bom uso.
Aproveite, ame sem preconceito, divirta-se com sabedoria, estude, conheça, informe-se, pois conhecimento ninguém lhe tira, faça boas ações, embora cometer erros faz parte da vida.
Porém, o mais importante é que realize seus sonhos, ainda que pequenos, médios ou grandiosos. Não desperdice seu tempo pensando no que poderá acontecer, faça o que puder e enquanto puder, antes que o arrependimento lhe pegue e seus momentos se transformem em frustração.
"Nós temos hora para chegar e partir, então aproveite o intervalo".

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Jogo da Vida




O semblante a admirar nos momentos de pura contemplação fazem caminhar por vias de grandes lembranças. Como a luz e sua velocidade, ela marca um tempo que não retorna mais. Tanto esmero nas doces palavras, tantos elogios não creditados em momentos impensados.


Como chama de uma lareira, que aquecia os corpos dos amantes, de repente a mesma se apaga. Talvez, um vento frio tivesse soprado por entre as friestas daquela janela ofuscando o brilho do fogo do amor, que ali sapecava e aquecia o ambiente tão inovador.


Tecidos e entrelaçados os sentimentos e promessas, transformaram-se em misturas amargas e doces, sem esmero e inconscientes tornando-se palavras ao vento, poeira levantada pelo vento que frio congelou a alma de quem mais acreditava na promessa de amor.


A poeira levantada, um reboliço causou na vida de quem muito amava e experimentando a frieza do ato se decepcionou. Inesperado talvez, um outro sentimento interrompeu os anseios e delírios de quem se aventurou, apostando na sinceridade do que é o verdadeiro amor.


Para provar que é forte no interior do ser humano, a ambição se aproximou tomando lugar do que se esperava ser amor. Ambição, o que é ambição? Desejo intenso pelo objetivo, olhar fixo em um foco, sem dar lugar ao que é emoção, ao que é amor.


Ambição seria um sentimento? Um desejo? Ou um projeto?


O ato de amar ou de amor atrapalharia o objetivo, não seria possível unir os dois, pois para os dois há tempos distintos, como num jogo as regras estabeleceriam o que mais valeria, então:




Sequência encerrada,


conselho acatado,


aposta terminada,


medo estabelecido,


aventura findada,


amor destruído,


ambição encarnada!




Assim grandes amores são interrompidos, limitados e tolidos pelo foco no objetivo misturando a razão e ambição formando a homogeniedade do ser, que integradas e fermentadas ao ligeiro crescimento da prosperidade esperada, queimam a harmonia ou desarmonia do que do amor se aguardaria.


Acomodando-se no que é possível, garante-se o que vive, agradece-se com quem vive, mas o verdadeiro amor possível torna-se impossível, caído no relento se mistura na poeira do vento e desmanchando-se na chuva de cada ser, deságua em filetes de sal que ardem n"alma de quem nele se vê.


Guarda-se então, na lembrança apenas os momentos do que poderia ser divino, mas que causam grande dor. Quem sabe, talvez, um dia, quando o objetivo da ambição for alcançado àquela lembrança renasça. No entanto, o renascimento poderá ser tardio ao amor recupar para ser revivido.


Que bom seria se ambição e razão não interfirisse na emoção dos amantes!
O amor seria encarnado, a ambição sepultada e a felicidade almejada!

domingo, 21 de novembro de 2010

Equivocado Engano


belavida.zip.net


O que ou quem enganamos?
Não nos enganamos por muito tempo!
Nos enganamos quando os sentimentos nos enganam.
Nos enganamos quando equivocadamente
pensamos na reciprocidade.
E existe?

O engano faz parte da vida!
Mas não das certezas da vida!
O engano da aventura,
não desculpa a travessura.
Será que na aventura e travessura
não houve equívoco?

Mas, era aventura!
A aventura é incerteza !
Alguém diria!

A travessura causa consequência,
mas a consequência não engana.
Enganar não é casual.
Enganar é prejudicial!
É o que destrói, machuca, dilacera,
envenena e desencanta.

Aquele que engana o que é
sincero, puro, sem interesse,
verdadeiro, deseja o quê?

Na consequência da travessura,
há sentimentos.
Do que do engano provocaria!
E agora como desfazer o engano?
Neste equivocado engano desmedido,
somente a certeza de que nos enganamos.

E que engano!


Incerteza do acaso

missivasdoportoedorio.blogspot.com


Silenciamos o que sentimos,
nos enganamos no que vimos
e nos perturbamos quando
o acaso de surpresa,
interrompe nossas vidas.

Quisera o acaso nos fazer feliz!
Assim, todo acaso seria a certeza do encontro.
De um encontro que é desejo,
mas que é incerto, se sonho.
Se apenas sonho!

Não há certezas, sempre dúvidas.
Não há verdades completas,
há meias verdades.
Não há sinceridade nos atos,
há interesses de atos.
Não há respeito, há ponto de vista.
Não há honestidade na conquista,
há sim, um mapa estatístico
de conquistas!

E assim, acreditamos em doces palavras vãs,
permitimos as estatísticas.
Contribuímos e desacreditamos no sentido
que a vida faria:
amor sincero, palavras verdadeiras,
gente honesta e
felicidade completa!

Ah!!! Se todo acaso fosse certeza...

sábado, 20 de novembro de 2010

Nem ter e nem querer

matriz2006.blogs.sapo.pt


Um olhar - uma faísca.
Uma palavra - o diálogo.
Um tema - a conversa.
Um toque - se merecer.
Um jeito - é o ser.
Uma observação -
sem resposta pode ser.
O ter que ir, mas o
não querer sair.
O que invade e acalma
se perde num querer
e não poder ou
nem poder e nem querer.
E assim...
não se pode ter e nem querer!

Ah!!!! Deus...

pordetrasdomuro.blogspot.com



Sinto-me invadida pelo silêncio,
pelo silêncio sinto-me invadida.
Ah! Esse silêncio que num segundo
marca hora, minuto, meses e dias.

Que vividos silenciam os momentos
do que era um doce sonho,
um pequeno desejo, um segredo
momento do que era sentido.

Só a saudade arde a doer,
a falta do outro ter.
É o que resta depois de um
ADEUS sem ter...
Ah!!!Deus....

sábado, 30 de outubro de 2010

Caminho e descaminho

genilda.ana.zip.net
Ao som de um sino dos ventos e Shepherd Moons (Enya)

Foi um encontro casual, puramente casual, mas frio, tenso, sério e sem a graça de outrora.
A beleza, leveza, serenidade, alegria, simplicidade de palavras e a sintonia inexplicável se perderam num caminho ainda obscuro, sem a clareza do que era nascido ou do que nasceu. E como um bonsai foi podado para não criar a forma das estrondosas árvores, que crescem, florescem, frutificam e se renovam a cada estação.
O que havia nascido se tornara incomodo e assim foi podado, amarrado e menos regado para que permanecesse na sequidão. No entanto, o bonsai segundo os japoneses dura muitos e muitos anos passando de geração em geração, dependendo da essência de quem persevera este poderá florescer a seu tempo.
Desta forma, o bonsai também percorrerá o seu caminho num lindo jardim japonês, aguardando o que a si está destinado.
Percorrido o curto caminho do encontro casual, o encontro tornou-se descaminho e desencontro, seguindo cada um o seu caminho.







Se existir a boa essência, ele florescerá lindamente.




sergioserra.multiply.com



Se não existir a essência, ele secará e mais retorcido se tornará.








infojardin.com


    quarta-feira, 27 de outubro de 2010

    O que escrevo...


    arquivo pessoal

    Me disseram que minhas poesias pareciam ter sido psicografadas, pois em sua análise estas falam de amor, mas este amor não mais parece de fato amor, parece mais dor e sofrimento. Portanto, o amor não seria amor e sim, sofrimento e dor.
    Não sei exatamente se compreendi bem, mas acho ter compreendido que o leitor quisesse dizer que o que foi externado nas poesias teria se tornado doença. Como sempre digo as interpretações são livres para cada leitor, mas sempre ressalto que devemos ler as entrelinhas de cada texto, por isso a compreensão do que lemos é mais demorada.
    Bom, compreender as entrelinhas nos leva a analisar, imaginar e conhecer um pouco mais o que passa na cabeça do autor, quando este resolve expôr seus textos, narrativas, poesias, contos e etc. Assim, algumas vezes ou quase sempre coloca nos seus rebentos um pouco de seus sentimentos, podendo ser dores, alegrias e etc, ou podem não colocar nada disso e apenas discorrer do que observa através da janela da vida.
    As psicografias, geralmente, falam das relações familiares, de particularidades das famílias para que reconheçam o espírito que se comunica. Os assuntos giram em torno de arrependimentos, situações que não foram vividas e por isso causam este; mensagens de conforto, enfim diferentes mensagens adequado à cada família ou especificamente para uma determinada pessoa.
    Se minhas poesias foram escritas ou psicografadas por um espírito especial incorporado em mim, significa que o que foi revelado nas poesias, já deve ter sido vivido em outra ocasião e também não deve ter tido um final feliz, assim conclui-se que estas devem ter sido escritas para que haja um resgate dessa tal felicidade ou amor que não foi vivido. Ou seja, deve ser um recado para alguém que teve um amor interrompido, causando o sofrimento e a dor, talvez por não ter sido correspondido ou por motivos outros teve sua idealização abortada.
    Ainda no campo das chances, quem sabe não seja a oportunidade de se pensar melhor e se dar uma chance a esse amor que transcende a razão, causando tanta dor e sofrimento, pelo fato de não ter sido concluído, vivido ou realizado como se desejaria em outra época? Quem estuda vidas passadas sabe muito bem o que é isso! Quem sabe seja a época da correção, do resgate, de se viver este amor?
    Enfim, se psicografia ou não o fato é que escrever tornou-se um ato de amor para mim. Cada texto, poesia, música (Jay Vaquer), é um filho que nasce e apresento para meus leitores e por todos tenho um carinho especial. Minhas poesias retratam sim, sofrimento, dor e também amor, pois este pode ser sentido e não exatamente vivido, uma vez que nem sempre quem recebe um amor tão puro, verdadeiro, sem interesse está preparado ou sabe recebê-lo.
    Às vezes, não é capaz de perceber a sutileza dos sentimentos e emoções ou tenta ignorá-los, para que fique mais fácil para vencê-los. Assim, preferem não opinar, se calar ou manter-se em silêncio. Se há motivos contundentes? Não se sabe.
    O fato é que se há dor e sofrimento, significa que existe amor, mas os dois primeiros são sentidos porque a ausência do amado se faz ou se fez presente. A ausência, provavelmente, de quem cultivou por motivos inexplicáveis e o dispensou. Talvez, o motivo tenha sido a tal mudança e para isso se tem todo o direito.
    Assim, no campo das análises dizem que quando se tem amor deste tipo deve se mudar o foco, o objetivo para não cultivar amor não correspondido. Procurar sua felicidade, outras motivações, ser feliz consigo mesmo. A pergunta é: Se é feliz sozinho? Claro que não.
    As motivações continuam, não deixarão de existir, porém tudo acontece um pouco mais devagar. Se o amor fosse correspondido tudo isto existiria com mais força e rapidez, vivacidade e é claro acompanhado e impulsionado pelo o tal do amor. No entanto, a impossibilidade da correspondência ofusca um pouco a motivação , mas não a enterra.
    Como não há correspondência se espera no tempo, aquilo que só o tempo pode dar, o tempo de secar a ferida e o tempo de se encontrar outro que saiba receber e não tenha receio de vive-lo.
    No mais, em tudo o tempo dirá!