Discernindo a Existência

Discernindo a Existência : Será que é possível ?

A Vida é um Presente

A Vida é um Presente
Então, desfaça o laço com carinho, desembrulhe sem pressa, abra a caixa, contemple a beleza que lhe foi imputada e aproveite cada segundo desfrutando de seu bom uso.
Aproveite, ame sem preconceito, divirta-se com sabedoria, estude, conheça, informe-se, pois conhecimento ninguém lhe tira, faça boas ações, embora cometer erros faz parte da vida.
Porém, o mais importante é que realize seus sonhos, ainda que pequenos, médios ou grandiosos. Não desperdice seu tempo pensando no que poderá acontecer, faça o que puder e enquanto puder, antes que o arrependimento lhe pegue e seus momentos se transformem em frustração.
"Nós temos hora para chegar e partir, então aproveite o intervalo".

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sempre Crianças



Crianças são sempre maravilhosas, às vezes, nos deixam fadigados, mas quando menos esperamos elas nos dizem cada coisa que ficamos surpresos. E hoje foi um desses dias que se tem milhões de coisas para fazer ao mesmo tempo, a cabeça fica um tanto quanto atordoada com os compromissos diários, as responsabilidades e suas questões interiores. Enfim, um misto de tudo com uma vontade de não ter que pensar em nada e como dizem por aí "meter o pé".
Como são em alguns momentos tão inocentes, mas nem por isso deixam de ser observadoras e entenderem os significados de cada gesto dos adultos que os rodeiam. Assim foi o dia, em dado momento bastou apenas um entrar e sair diferente no recinto, para fazerem relações com outros e desta "conversinha" entre elas se saber o que pensavam sobre determinados personagens que fazem parte ainda que pouco do seu convívio, porém que deixam nas simples expressões os "segredos" expostos, e não mais são "segredos" porque elas já descobriram inocentemente aquilo que os adultos tentam esconder.
E aqueles "segredinhos" entre elas "timidamente" revelado, por pensarem que levarão uma bronca, mas que no fundo querem mesmo falar o que sentem e acham nos faz refletir como os adultos são bobos e idiotas em imaginarem que enganam ou disfarçam seus "segredos" para os pequeninos.
Chego à conclusão de que os adultos enganam a si mesmo, escondem-se de si mesmo e tentam de uma forma ou de outra disfarçar o que sentem, racionalizar as emoções demais, mudar demais, escolher demais, aprender demais, ter como desculpa que sofrer também é aprender a ser forte e pode ser uma experiência divina a qual não deve ser esquecida, mas entendida como fortalecimento, resistências para a vida e nem nos envergonharmos delas.
Enfim, o que elas, as crianças, simplesmente descobriram foi o que as outras também já intuiam. Elas descobriram que sentimentos são transparentes e podem ser percebidos pelo brilho dos olhares. Isso é que é experiência!!!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Chá de Giuliana


Nossa!! O que não se faz para ganhar alguns pacotinhos de fraldas! Querida Giuliana, sua mãe pagou um miquinho bonitinho só pra você, e olha que você ainda está bem protegida. Imagina quando você der o ar de sua graça, que será logo, logo.
Querida menininha! Você já está chegando e já está tendo festa e se criando expectativas em torno de como você será. No entanto, tenho certeza que você já é, abençoada por nascer na sua família e por já ser amada, então o que importa é que você esteja com muita saúde o resto é curtir e curtir.
O seu nome é muito grande e quase todo italiano, não fosse pelo Cruz seria totalmente. Então, resolvi homenageá-la em sua chegada, nascimento é alegria, renovação, renascimento. Enfim, momento de felicidade para todos que a esperam.

GIULIANA CRUZ BASSINI CAVALLINI
Generosa a natureza nos presenteia a cada momento.
Iluminando nossos dias com diferentes luzes,
Ungindo- nos com bençãos,
Lançando sementes de amor que nascidas
Inexplicavelmente unem todos.
Alindando e alicerçando relacionamentos,
Nulificando mágoas, tristezas e enganos,
Alegrando todos os corações com sua

Chegada. Assim é você! Que
Radiante chega, inocente, angelical,
Ungida por Deus e que com
Zelo e amor serás aninhada nos

Braços de todos que a ti chegarem.
Amada serás!
Seduzirás nossos corações!
Sutilmente nos encantará e
Incondicionalmente, serás adorada!
Nanar-lhe será um prazer!
Inerme, ingênua e singela.

Crescerás lentamente diante de nós
Amparada e protegida serás!
Vitalidade será sinônimo de ti!
Avessa aos acontecimentos,
Lume de todos nós
Lançarás seus sorrisos, ora vazios ora
Incompletos, mas essencialmente
Nobres pela beleza e graça
Irradiada de Ti!


Seja bem vinda! Querida Giuliana Cruz Bassini Cavallini

M.Cheirosa

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Aprendendo a Viver



É engraçado como determinadas frases martelam em nossas mentes como se fossem "batestacas" cravando estacas no solo. Uma delas tem sido, principalmente, ouvir neste caso,
" que tudo o que acontece em nossas vidas deve servir como aprendizado". Em parte devo concordar com tal afirmação, parece até incoerência concordar e discordar, mas o ser humano é dual, e como tal sempre mudará de opinião, de religião, de amores, de cores, amigos e tudo mais, que o direcione para onde este desejar ou intentar. Palavras como mudanças e escolhas são sempre muito bem vindas, no entanto, quando estas mexem com o "nosso queijo ou pérolas", e nos pregam peças, eu duvido que haja alguém nesta terra que não se incomode.
Pois é, aprender é muito bom, aprender e apreender coisas novas, principalmente, quando estas nos enriquecem culturalmente, intelectualmente e pessoalmente. Aprendizado, conhecimento, já disse anteriormente, nunca ninguém lhes tiram são propriedades suas. E se tem uma coisa que desejo e intento é continuar aprendendo, não quero deixar de sentar nos bancos escolares, seja da escola da vida ou da instituída. Porém, de uma coisa tenho certeza, não quero aprender nada que por um momento me deixe muito bem, e que de repente não sabe-se o porque passa um vento infernal e torna sua vida uma verdadeira bagunça, um caos e nada fica no lugar que estava. Alguém pode até dizer que foi providencial a tal bagunça, que era necessária, pois foi um momento o qual algumas modificações na vida puderam ser feitas e que tudo é passageiro.
Ou melhor, que o acontecido serviu para que se pudesse mudar o olhar, o ponto de vista, para que o lado bom da coisa pudesse ser experimentado ou que alguns "upgrades" pudessem ser feitos. Que as mudanças ocorridas uma vez notadas, possam se avaliadas e refletidas no que se era e no que se é. Havia uma missão a ser feita naquele momento na vida, ou no trabalho ou em qualquer outra área. Maravilhoso todo este discurso conformista e de resignação, de quem assim entende determinadas atitudes como providência divina, acaso ou destino ou o mais comum "tinha que ser".
Acredito sim, que determinadas coisas são providências, divinas, destino ou até mesmo de forma romanesca "estava escrito nas estrelas". O que não acredito, não entendo e me nego a entender até que se explique de forma clara e contundente, as razões que levam um ser humano intentar determinadas coisas de forma tão obstinada e insistente que conseguindo o seu objetivo, não mais que de repente, desiste. E, geralmente, afirma-se que mudanças no curso do rio tiveram que ser feitas, ou ainda, as tais escolhas pensou-se melhor e tudo que foi insistentemente desejado, passou a ser visto como uma onda no mar, fazendo uma alusão a música "como uma onda", cantada por Lulu Santos.
Claro que tudo na vida deva ser democrático, libertador, que a positividade deva estar sempre em primeiro lugar, nada de pensamentos negativos ou carregar energias negativas a ponto de emitir estas vibrações para outros, é óbvio que se tem o direito de mudar de ideia, de opinião e etc. Então, deve-se aprender a não desejar o que não se pode ter ou não se merece ter por conta disto ou daquilo. Experimentar diferentes sabores é muito bom, desde que estes sejam inanimados e ao descartá-los, estes não sentirão nada porque os mesmos não tem sentimentos, não tem dores, não tem emoções logo: experimente um sorvete, um doce de jaca, de mamão , uma empada ou quem sabe um salgadinho qualquer. Não experimente pessoas!
Aprendamos que escolhas e mudanças são democráticas e devem ser vistas como processos de aprendizagem sim, formas libertadoras de crescimento de cada interior, do seu eu oculto ou não, de purificação de seu espírito ou alma, mas não quando pessoas estão envolvidas e "pegam o queijo ou as pérolas" e os chutam como bolas fossem, pessoas não são jabulanas. Pessoas são pessoas como quem mudou de opinião, de escolhas e tem os mesmos sentimentos ou maiores (embora estes não se messam), mas todos devem ser respeitados. Para ser bem mais clara, uso o jargão de um personagem humorístico: "Não mexa com quem está quieto". A bagunça feita pode demorar a ser arrumada, o vento não retorna celestial para colocar tudo no lugar que estava antes e, se os "upgrades" ajudaram, parabéns pelo auxilio, disso sim, vale a pena ter orgulho.
Ser, ser humano e entender ser humano tem sido uma tarefa muito árdua. Adoram complicar tudo, quando se tem a oportunidade de descomplicar não desejam, aí quando resolvem mudar, escolher, simplesmente acham que o outro (a) deva entender que tudo é aprendizado, que as coisas podem ser passageiras, ou que "nada do que foi será ......tudo passa, tudo sempre passará....a vida vem em ondas como o mar" ....De fato tudo passa e tudo passará, somos passageiros mas não desprezíveis, somos passageiros do mesmo ônibus, trem , avião, navio, ou seja, estamos aqui de passagem. Então, procuremos passear com mais leveza, reconhecendo no outro a ti mesmo, "ensinas a ti antes de ensinares ao outro"(vers. bíblico), "não ponhas a mão onde não alcanças".
Prossigamos em nossa caminhada, mas não experimentem pessoas, experimentem roupas, alimentos, sabonetes, perfumes e etc, pois para verdadeiros sentimentos despertados, não há palavras que os cure quando estão em feridas, não há consolo que os console quando estão em lágrimas, só fica a dor sentida que o tempo de uma forma ou de outra a cicatrizará, independente de qualquer querer ou mudança ou escolha ou aprendizado. Aprendizagem que causa dor, não é aprendizagem, é sofrimento. E este, nos torna mais insensíveis, mais tristes por percebermos que ao doar o melhor de nós, simplesmente fomos iludidos!
Sentimentos são sentimentos, principalmente, se são bons. Logo, não há mastercard, visa, american express ou fortuna que pague-os. Respeitemos os nossos sentimentos e dos outros, nossas limitações e as dos outros, nossas fraquezas e as dos outros. Certamente, que assim poderemos viver, conviver e sobreviver melhor.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Oportunidades e Saudades

Fábio e Vovó
Outro dia voltava da academia e isso deveria ser por volta de 21:30 hs, quando vi ao longe uma senhora que aparentava entre 70 ou 75 anos, carregando sua bolsinha à tira colo e um caderno nas mãos. Vinha ela vagarosamente, conversando com sua amiga, passos lentos mas firmes, de alguém que muito já viveu, mas que ainda não perdeu o fôlego. Seu cabelo arrumadinho num coque, saia abaixo do joelho e uma blusa escolar.
Até que nos cruzamos e não contive minha curiosidade e a abordei, para saber em que série estava e o porque daquela força de vontade em estudar. Obviamente, que este não foi só o ponto central do meu interesse, mas o que me chamou atenção foi o fato de lembrar-me de Minha Avó, Dna. Claudelina, e que saudades me deu desta minha avó!
A senhora então, disse-me estar terminando o ensino médio, por não ter tido oportunidade de estudar anteriormente, mas que se sentia muito orgulhosa por finalmente estar concluindo o mesmo. Além disso, o seu desejo era o de entrar para universidade. Me deu uma vontade de abraçar aquela senhora, como se fosse minha avó, mas contive-me e apenas a parabenizei por atingir seu objetivo e o seu querer em ir além.
Confesso que fiquei, extremamente emocionada, ao ouví-la com tanta presteza , objetividade e orgulho de falar do que ocorria na sala de aula, de suas dificuldades até chegar ali. Mas sua persistência propiciou atingir degraus mais altos do que ela mesma suporia um dia.
Claro que, como toda professora falei de nossas angústias, mas não me alonguei, deixei-a falar e me deliciei naquele diálogo de quem muito já ensinou e aprendeu na escola da vida. Aprendeu as coisas práticas do cotidiano, que no fundo são conhecimentos bem elaborados. Me despedi dela e retornei ao meu curso.
E como todo pensador comecei a me perguntar por que tantas pessoas perdem a oportunidade de estudar no tempo certo. Vemos todos os dias jovens que matriculados nas escolas, lá perdem a oportunidade de aprender, jogando fora o tempo em que apenas podem estudar e não trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Mas fazer o que? O tempo os ensinará com o tempo, que um dia perderam tempo, o tempo de apenas estudar.
E, eu continuei a sentir saudades da Minha Avô, que se foi aos 79 anos. Uma mulher à frente de seu tempo, que muitas coisas me ensinou. Uma mulher que tinha as mãos de quem trabalhou na roça, costurou, fez muitos doces dos quais tive oportunidade de prová-los, fez minha primeira bonequinha de pano e suas roupinhas, às vezes, me beliscava como se fosse um alicate a apertar minha pele de menina ainda e, volta e meia procurava desesperada seus óculos que colocava na cabeça, se esquecia e perguntava: "-Minha neta, onde está meus óculos? Não sei onde coloquei!" E eu dizia: -"Oh! Minha Avô, ele está na sua cabeça!"
Oh!!! Saudades de Minha Avô ! Hoje gostaria de estar no seu colo, ouvir suas histórias e causos que só quem é do interior sabe contar. Mas, a gente vai se encontrar qualquer dia. Beijos, Minha Avô Querida, Querida Claudelina!!!!!!!!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Coisas da Vida

Para que meu amigo Profº Alex, companheiro de dialéticas diversas, num ir e vir de opiniões e risadas de nossa própria desgraça ou como faz sempre muito bem, Veríssimo, em suas crônicas - Comédias da Vida Privada entre outras, é melhor rir do cotidiano a ter que morrer por conta dele todos os dias.
Profº de geografia não fique com inveja, delinearei aqui um texto o qual o agrada mais. Como você mesmo diz um texto "mais pancadaria". Só mesmo este Alex ii para ficar com inveja da homenagem. Contudo, não sei se o satisfarei plenamente, mas tentarei.

Já ouvimos esta expressão " a pátria com a bola nos pés". Diante do que assisto acho que a pátria está com a bola na cabeça e a política nos pés. Por que está afirmação diria você, muito simples caro leitor, de quatro em quatro anos há o evento mais esperado pelos "geraldinos e arquibaldos brasileiros", a copa. No entanto, sempre coincide obviamente, com as eleições estaduais e presidencial. Um país que pensa na bola neste momento, vai dar importância ao destino da nação, é claro que não!
Culturalmente, somos uma nação que se esquece muito rápido de fatos ocorridos, fatos que podem ser históricos ou não. As ações políticas em nosso país apresentam capítulos e capítulos de pura corrupção, e por todos os lados. Não precisarei listar quantas cuecas e meias já se tornaram carteiras de dinheiro ou uma pequena poupança ou aplicação financeira, claro que isenta de imposto de renda e os Iofs da vida bancária. E isto, em pleno Planalto Central, mais precisamente em Brasília. E não é ilusão, foi televisionado e espalhado por todos os meios de comunicação mais atuais, alta tecnologia à serviço da nação em busca do esclarecimento de situações ilícitas ou de uma explicação convincente, para se guardar dinheiro em cuecas e meias. Só não reparei se a cueca era box "Calvin Klein"e se a meia era também de alguma marca famosa no mesmo quilate. Tem que ser resistente para suportar o "bolo de notas "!
Bom, deixando as marcas de lado, continuemos. A afirmação acima é só um exemplo, pois se fizermos uma pesquisa séria, durante os oito anos deste governo federal, segundo alguns jornalistas, nunca se viu tanto desvio de dinheiro ou distribuição de bolsas ou pacs e projeto ...e projetos. E a nação está com bola na cabeça!
Aposentados injustiçados, ajustes salariais suspensos por conta do pré-sal que será dividido entre estados e municípios e se tornou pouco para as necessidades do estado. Puxa!! E, logo agora que eu receberia um aumento de mais ou menos R$ 73,00, um pouco mais, ou menos eu acho, talvez, e com este aumento eu iria correndo comprar o meu CRV, carro dos meus sonhos! Ai! Meu Deus que pecado tiraram o doce da minha boca!
E, as ajudas humanitárias para o Haiti e outros países que sofreram tragédias naturais, recebedores de valores grandiosos para a reconstrução de seus países e assistência médica brasileira. Estas prontamente apareceram, onde estava este dinheiro? E como ficam os filhos da terra que têm sofrido enchentes como em Alagoas, onde um garrafão de água está custando R$ 10,00 e um botijão de gás que era R$ 35,00 passou para apenas R$ 70,00? Será que não tem ajuda governamental-humanitária para os filhos da terra? Do mesmo cofre que saiu o dinheiro para o exterior, não saíria um montante para quem ajudou ao governo a possuir aquele dinheirinho , não? É engraçado como para uns podem e outros não! Será que o dinheirinho acabou? E a bola continua na cabeça, e se falarmos sobre a política para algum patriota roxo pelo futebol, talvez diga: -Chuta que é macumba!
Só somos verde e amarelo na copa, não na atenção para escolhermos quem governará o pais ou seu estado. Deixa-se tudo para última hora, ou escolhe-se o que lhe convém por trocas de favores ou por conta daquele churrasco no campo de futebol, na pracinha ou pela distribuição de bolsas alimentícias etc.
Quando o povo brasileiro vai aprender que nós temos a força e o poder nas mão e o entregamos a cada quatro anos à pessoas inescrupulosas, que visam seus interesses escusos em detrimento de um povo que vive na inércia do desconhecimento, parecem fazer questão de não observarem e absorverem (diria um amigo) o que acontece ao seu redor. Presenciamos todos os dias a ignorância de um povo jovem ainda, que se nega a conhecer o que interessa realmente. Não quero dizer que tenhamos que discutir política 24 horas por dia, mas convenhamos a vida é política o tempo todo. Vejamos: "política da boa vizinhança, política da empresa, política do trabalho, política da sociedade, política do atendimento à saúde, política da distribuição de bolsas, política econômica, enfim a política está em todos os lugares até em casa. Então, por que não discutí-la e prestar atenção no que acontece, no movimento e nas ações dos que estão envolvidos e se utilizando dela para em nome do povo e com o aval do povo, justificar suas ações.
Povo, povo, povo! Será que seremos sempre conduzidos como gado?(Vida de Gado-Zé Ramalho) Continuaremos a viver na caverna?(O mito da caverna -Platão), quando perceberão a luz ? Ou como diria meu professor de filosofia Renato -Pensar dói! Dá câncer! Eu já penso que não dá câncer, não! O povo é preguiçoso mesmo, e o que tem é diarréia mental, por isso só pensa na bola, no funk baixo nível, em beber todas pra esquecer que a seleção brasileira está bem fraquinha! E vai por aí....
Prestem atenção, acorda povo brasileiro! Ponha a bola no pé e seu futuro na cabeça, pois depois quem padecerá será seu corpo, mente, bolso e família. A massa não usa Calvin Klein, usamos cueca pirata ou fabricada no fundo de quintal ou na China! Os jogadores jogam por milhões, e não importa se ganharem ou não, eles receberão seu rico dinheirinho. A sua alegria pelo hexa será momentânea, porque durante quatro anos você não receberá o que os jogadores recebem numa copa, sendo campeões ou não. Você receberá a merrecada de cada dia e olhe lá! Ainda será descontado pelo leão em folha, fará o seu imposto de renda anual e provavelmente, será chamado na receita federal por algum gasto em demasiado, que fêz e não comprovou devidamente! Então, povo ACORDA , ACORDA PRA VIDA!
M.Cheirosa

terça-feira, 22 de junho de 2010

Vidas na Matemática




Esta poesia tem um propósito muito significativo. É na verdade uma homenagem para duas professoras, Inácia e Rosana, mulheres que dedicam suas vidas a grande missão de ensinar.

Ensinar não só a matemática, seus conceitos, cálculos, lógicas e raciocínio, mas ensinar a matemática da vida, onde nem sempre 2+2 é igual a 4. Mulheres que representam uma classe realmente guerreira, guerreira por insistirem que só através da educação que se pode mudar um bairro, uma cidade, um estado, um país e que apesar de toda a desvalorização que nos é dada, continuamos na linha de frente. Local que dirigente nenhum neste país sabe o que é ou se reconhece pisando no verdadeiro tapete, a terra.

Discursar à respeito disto ou daquilo, inventar projetos mirabolantes é muito fácil, gastar valores é mais ainda, quero ver colocar os tais projetos em prática. Mas vida que segue.

A homenagem é para essas duas professoras que laboram com seriedade, enfrentando adversidades impostas pela política educacional e social. São 25 anos de doação, numa luta diária, às vezes tentando tirar leite de pedra.

Em tempo, dedico esta poesia também à minha tia Isaura, professora de matemática no DF, que enfrenta as mesmas adversidades no país, mas incansáveis na árdua arte de ensinar.


Vidas na Matemática

meros, dízimas, frações...

Progressões Geométricas, Aritméticas...

Oh, coisinha chata esta matemática!

1,2,3,4,5, e lá estão as donas matemática,

Carregando suas pastas mágicas.

Para ensinarem a mágica matemática.


São duas que o ano inteiro,

O dia inteiro deslizam seu saberes nas lousas.

Não mais negras, agora brancas.

Marcando na linha do tempo

O que entender e compreender:

A curva, a reta, o crescer e decrescer,

A potência, a racionalização do ser.


Seres que se dedicam no abstrato

Para ensinarem a realidade

Do que é abstrato.

E abstrato tem realidade?

Claro que tem!


Tem Naná,

Tem Rosana,

Tem talento

que emana.

Emana de quem com vontade

Transfere, esquadrinha, calcula,

Radicaliza, mas não engana.


Jornada difícil, num sobe e desce.

Que não subtrai, mas adiciona.

Adiciona amor no que faz,

Multiplica perseverança e

Divide a esperança.


Sequenciaram suas vidas,

Num expoente sem igual,

À luz do infinito, sempre natural.

Nem peso, nem medida ou

Situação problema da vida

As impediram de ensinarem

O que mais sabiam...

A Matemática da Vida!


Autora: M.Cheirosa



segunda-feira, 14 de junho de 2010

Mãos...


Mãos.....

Nossas mãos, o que são capazes de fazer?

Outro dia estava a olhar para minhas mãos e disseram-me:
_ Você tem as mãos tão bonitas e tão macias!

Obviamente, que agradeci e não pude deixar de certa forma ficar orgulhosa de minhas mãos. E aí, comecei a refletir sobre as mãos. Como são necessárias, como as movimentamos e nem nos damos conta de todos os seus gestos, enquanto falamos, rimos, brincamos, acariciamos, apontamos, julgamos, prendemos, "olhamos", escrevemos, ensinamos, aprendemos etc. Enfim, quantos verbos de ação podemos utilizar para nos referirmos a estas duas palmas compostas de cinco dedos, às vezes calejadas, outras com as unhas pintadas, com alguns anéis enfeitando-as e tornando-as mais bonitas ainda.
Mas qual seria a verdadeira função das nossas mãos? Me refiro a todas as mãos, as minhas e as suas, gentil leitor. Para acariciar ? Maquiar-se? Estapear alguém? Penso que os movimentos e sentidos vão bem além disso. Estes estão, propositalmente, relacionados a ação de ajudar, solidarizar, consolidar, unir, cooperar, construir, erguer, levantar, superar, vencer barreiras e dificuldades. Às avessas disso, seriam destrutivas e não é o intuito.
No último domingo, dia 06/06, vi as ações positivas das quais já me referi sendo executadas. Quantas mãos juntas com o único objetivo de erguer, levantar, ajudar, solidarizar-se com àqueles que esquecidos vivem à margem da sociedade. Como faríamos isto com apenas duas mãos? Imagino que seria muito difícil, mas quando muitas se juntam tudo fica menos penoso. Logo, as mãos refletem a solidariedade, a união, o objetivo, a meta , o foco, o centro, o cerne do que se deseja.
As mãos exibem talentos diferentes, que quando juntos se completam, se compreendem e constroem as mais grandiosas obras de arte ou de amor. Quantas mãos talentosas contribuíram para a construção do magnânimo Taj Mahal? Quantas mais para erguerem Machu Pichu e seus mistérios? Quantas para que reverenciemos a antiga Petra, na Jordânia?
Enfim, em todos os lugares encontraremos sempre uma linda obra de arte manipulada por mãos tão capazes, de dom natural, independente do tempo, do lugar ou da formação cultural. Simplesmente, mãos que imbuídas do "querer-fazer" trabalham unidas exibindo obras das quais podemos admirar ou participar.
Ao admirar exaltamos a capacidade dos que as construíram, no entanto, se pudermos participar estaremos não só construindo, mas também doando nossos dons naturais escondidos em cada coração, pois as mãos traduzem o que nossos corações sentem.
Se sentimentos bons, nossas mãos, obras boas farão. Se sentimentos ruins, obras ruins aparecerão. Quantas obras ruins já foram feitas? Guerras diversas, genocídios em milhões e cada dia se sabe de outras tantas, ainda existem as internalizadas no âmago do ser humano , que em seu cotidiano as trava ora objetivas ora subjetivas.
Deixemos estas de lado e prossigamos naquelas mãos talentosas, prontas a construir boas obras e externar seus preciosos sentimentos de amor pelo próximo. Doemos nossas mãos que com prazer laboram pelo bem. Pelo bem dos que ainda não viram suas mãos externarem seus talentos , talvez esquecidos no seu interior pelas duras privações sociais.
As suas mãos, com as minhas e as mãos de tantos outros podem como correntes entrelaçadas resgatar vidas esquecidas, aprumar almas, derrubar dificuldades, amenizar dores e construir ideais. Ideais que podem revelar não só boas ações, mas erguer, recriar uma nova realidade modificando o que vemos e não queremos.
E então, o que me diz? E as suas mãos que talentos são capazes de exercer?


Mãos que se uniram para exercer seus talentos em prol do bem.