Discernindo a Existência

Discernindo a Existência : Será que é possível ?

A Vida é um Presente

A Vida é um Presente
Então, desfaça o laço com carinho, desembrulhe sem pressa, abra a caixa, contemple a beleza que lhe foi imputada e aproveite cada segundo desfrutando de seu bom uso.
Aproveite, ame sem preconceito, divirta-se com sabedoria, estude, conheça, informe-se, pois conhecimento ninguém lhe tira, faça boas ações, embora cometer erros faz parte da vida.
Porém, o mais importante é que realize seus sonhos, ainda que pequenos, médios ou grandiosos. Não desperdice seu tempo pensando no que poderá acontecer, faça o que puder e enquanto puder, antes que o arrependimento lhe pegue e seus momentos se transformem em frustração.
"Nós temos hora para chegar e partir, então aproveite o intervalo".

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Bicho de Goiaba

fabioarrudashow.blogspot.com
Enquanto lia um poema sobre a minhoca que queria virar bicho de goiaba, lembrei-me dos momentos mais intensos de minha vida- A infância.
Como toda família comum, a minha passou por diferentes momentos entre dor, agonia e felicidade. Mas, nada maior que o poder do tempo para trazer momentos bons e apagar quase que totalmente os momentos nem tão bons assim.
Ao ler aquele pequeno poema, revivi muitas cenas que me deram a chance de perceber como é belo ser criança. Nada mais terno e doce do que ser, estar e permanecer com uma criança em seu interior.
Na minha casa havia aos meus olhos de criança um quintal imenso com plantas diversas, árvores frutíferas como: abacateiro, mangueiras (três tipos), nêsperas, fruta de conde, limão galego, coqueiro, laranjeira e bananeira. Havia o meu cão, o DOG, um cão apaixonado por seus donos, tão bonzinho e defensor de todos nós. Lindo morreu com 15 anos.
Neste ambiente de terra entre árvores, Dog, ainda havia um enorme galinheiro e passarinhos. Parecia um mini-sítio, cuidado e cultivado pelos meus pais que foram criados no interior do país.
Mas lá, estava a goiabeira, aquele pé de caule forte e resistente entre o muro e uma garagem feita de caibros e cobertura de telhas. E era neste pé de goiabeira que passávamos parte de nossas tardes, quando esta estava carregada de frutas.
Eu e meu irmão subíamos no caule, pendurávamos nos galhos e íamos para cima da garagem. Ali, ficávamos sentados horas, colhendo os melhores frutos e saboreando o seu doce, retirando as que haviam sido saboreadas pelos passarinhos e escolhendo as que mamãe poderia fazer picolé para distribuir entre as crianças.
Em cima daquela garagem imaginávamos tantas coisas de criança, brincávamos de sonhos, do que seríamos quando crescêssemos e saboreávamos os melhores frutos, brincando, brigando, sonhando e crescendo sem nos dar conta dos destinos e caminhos que iríamos percorrer.
Ali, no pé de goiaba branca!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Meu Lugar , minhas lembranças!



Arquivo pessoal


Ouvir Flávio Venturini em Luz Viva, é fazer uma viagem pela natureza e recordar de momentos surpreendentes e de maravilhosa paz. Nos permite através das lembranças ouvir o canto dos pássaros, o correr de pequenos animais entre as matas, sentir o aroma da comida feita no fogão à lenha, admirar o subir da fumaça das chaminés das simples casas a anunciar o perfume do café da manhã.
Um lugar abençoado por Deus, o qual se pode contemplar até a folha que cai das árvores, por já terem cumprido seu tempo naquela estação.
Lugar que escolhi para guardar minhas mais doces lembranças e sonhar com aquelas que ainda não realizei.
Suas ruas estreitas, algumas sem calçamento, o rio percorrendo as veias daquele lugar com a finalidade de manter vivo seu coração, sua magia, sua beleza incomparável.
Respirar aquele ar tão puro que chega doer nossos pulmões, ouvir o barulho do vento, do correr das águas no leito do rio passando por suas pedras arredondadas de tanto serem acariciadas por elas. Contemplar a luz do sol refletindo no leito do rio, formando um espelho de cristal natural.

Arquivo pessoal

AH! Lugar divino!!!!!
Passear por suas trilhas, sentir a presença de Deus em cada passada, retirando da terra a energia e a força para sobreviver aos constantes tropeços vividos. Desfilar entre flores do campo e hortênsias, sentir-se perfumada pelos eucaliptos enfileirados adornando a natureza. Apreciar as araucárias seguindo ao encontro do sol.


Arquivo pessoal

Como as lembranças nos trazem as sensações de estar presente naquele lugar e nos proporcionam uma espécie de transposição de nosso espírito, ao encontro dessa natureza e paz que persigo.
Este lugar é Visconde de Mauá, mas precisamente Maringá, lugar para ser reverenciado, lugar para ser amado e se amar.
Esse é o meu lugar!!!!!!

Ponto de Partida ou a Partida do Ponto?

nteitaperuna.blogspot.com


Que surpresa seria aquela? O que aconteceria depois daquela declaração?
Teriam se encontrado celebrando algo ou apenas por um momento a musa inspiradora foi o ponto de partida para outros caminhos?
Seria o ponto de partida ou a partida do ponto?
Assim lhe disse:
"Cabelos loiros e suspensos num "coque", com o pescoço nu e à mercê da brisa matutina e quente que invade o ambiente de trabalho, em pleno horário de expediente.
Toda vestida de ton sir ton, ajeita os cabelos bagunçados, pelos movimentos quase que incessantes que faz com a cabeça ao virar-se a todo momento, para um lado e para o outro com a finalidade de atender quem a solicita. E abre um pouco mais os olhos amendoados, enquanto os refaz e sorri de alguma coisa engraçada que lembrou durante o ato."
O que aconteceria?

Refletindo no Café

baressp.com.br



Depois de um convite que ficou só no convite, resolvi me dar o prazer de sentar-me à mesa do café do ponto e no ponto do café, seguir alguns conselhos que me foram dados ou apenas resolvi refletir sobre o que ouvi e dar tempo ao tempo, tempo de ter tempo de resolver as coisas a seu tempo.
Escolhi então, um ice-mokascino, que por sinal estava muito gelado, também ice querias o que?
Nesse momento comecei a refletir sobre coisas da minha vida oculta, em mim mesmo. Me mostrava aqueles segredos que se diz ," que há mais mistérios entre o céu e a terra que a nossa vã filosofia possa imaginar."
Percebo que as pessoas se apoderam uma das outras como se fossem propriedades. As pessoas se casam e parece que quando assinam a certidão de casamento estão se transformando em propriedades um do outro, ou só de um.
E aí, as relações se arrastam por anos, alicerçadas em falsos sentimentos, em que tudo vira obrigação. Não se amam mais, porém, os deveres, as obrigações do fazer, do conviver, do suportar, do aturar, da aparência, do estar acostumado com, ficam inculcados no inconsciente das pessoas, que conscientemente carregam uma cruz pesadíssima. Esse carregar, se dá pelo medo, às vezes das perdas, das dúvidas, dos interesses e assim vai se empurrando com a barriga aquilo que já acabou há algum tempo.
E aí sim, percebe-se que por querer, intentar a felicidade dos outros, nos perdemos de nós mesmos e esquecemos de ser felizes também.
Se os outros estão felizes? Não sei, porém devem no fundo estar exercendo o poder , o poder financeiro, o poder da fragilidade por alguma perda, o poder da persuasão, o poder do machismo, o poder do orgulho, o poder do poder de impor o que se quer, sem pensar que todos poderiam ser felizes sem o poder de ter poder.
E assim vivemos infelizes, sem estar vivendo o que gostaria, ou com quem gostaria sem sentir a culpa de abrir mão do que já está acabado, mas que ninguém quer na mesa as cartas colocar.
E entre o refletir e escrever, tomei o meu ice-mokascino e procurei meu rumo de volta.

Machista é o homem ou a mulher ?

"Psicóloga francesa defende infidelidade masculina para ajudar casamento."

Faz algum tempo que recebi um artigo que relatava a pesquisa de uma psicóloga francesa que defendia a infidelidade masculina para dar um “upgrade”no casamento.

A partir daí comecei a imaginar o porquê desta afirmação, atitude e como minhas conclusões são baseadas no processo histórico e cultural da sociedade e do que presencio cheguei ao seguinte argumento e discussão inflamada comigo mesmo e que agora partilho com os leitores.

Colhemos o que plantamos!

Nós, mulheres somos as reprodutoras da raça humana, sem o nosso ventre não há quem possa nascer. Depois que nossos filhos nascem a tendência é passar para eles nossos hábitos e costumes, de acordo com o que vivenciamos ou aprendemos. E, é aí que mora o perigo! Está lançada nossa sorte ou azar, assim como de nossos filhos ou filhas.

Cheguei de fato à seguinte conclusão, que vivemos numa sociedade iminentemente machista, machista porque parimos, cuidamos e criamos nossos filhos para serem machos, fortes, superiores as mulheres, nada de sentimentos rasgados, doloridos, dramáticos, chorosos, sentimentalismos baratos etc.

E é aí, que está o grande problema da sociedade feminina, que ainda não se tocou no que forma. Quem pari? A mulher, quem cuida? A mulher, quem alimenta? A mulher, quem ensina os primeiros passos? A mulher, quem leva para escola? A mulher, quem ensina normas de comportamento? A mulher e tudo mais que se perguntar, em primeiro virá a mulher como mãe, educadora, psicóloga, médica e tudo mais. Onde fica o pai, você me perguntaria? O pai, ainda hoje em sua maioria sai todos os dias para trabalhar e quando volta só curte a parte boa. O menino se encontra cheiroso, bonito, alimentado e só quer brincar com o papai que fará 99,99% de suas vontades e também, sedimentará tudo que a mamãe “macho” ensinou durante o dia.

Pois é, então o que se pode esperar? Que o menino cresça e se transforme num garanhão, pegador e traidor, quem foi que ensinou? VOCÊ, MULHER MACHISTA QUE PARA CERTIFICAR QUE SEU FILHO DEVA SER MACHO, ENSINOU TUDO QUE VOCÊ IDIOTAMENTE CONSIDEROU COMO ATITUDE DE MACHO, COM SEUS PRECONCEITOS E CONCEITOS ABSURDOS DA CRIAÇÃO DE UM MACHO VIRIL.

Logo, sempre as mulheres irão sofrer mais que os homens quando são traídas, pois foi ela quem ensinou aos homens esta prática. Então, ouça um sonoro “SÓ LAMENTO”. Por isso sempre digo, não se iludam com a fidelidade de um homem, pois foi você mulher que o ensinou a ser desonesto, homem não está precisando de um espaço só dele não, ele só está exercendo com grande louvor os ensinamentos que recebeu a vida toda. Por isso, sempre digo que se existir reencarnação quero ser homem, macho, viril, pegador, ficador, ter amante, ser casado, ter montes de rolos na rua, enfim o que vier será traçado. Agora, se Deus disser para mim, você retornará como mulher para terminar a sua missão, serei obrigada a dizer-lhe que prefiro arder no mármore do inferno a ter que retornar como mulher, nunca mais!

Não que eu tenha raiva de minha condição, mas porque tenho uma filosofia, traição é algo que acontece sempre, “você é traída ou já foi traída ou será traída” não importa, isso vai acontecer em algum momento de nossas vidas femininas. Talvez, você leve um tempo para trair seu parceiro, mas acaba traindo também, de uma forma ou de outra.

Portanto mulheres, que acham que não criaram seus filhos com a visão de macho, mas acabaram sendo vítimas da traição masculina, não se irrite apenas espere a sua oportunidade e destile seu veneno a seu bel prazer , pois vingança querida é um prato que se come frio e maioria das vezes em silêncio, só observando os acontecimentos.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O caminho do vício






Vinha eu para casa depois do trabalho diário, eis que na JB 99,7 noticia a apreensão de um carregamento de maconha que se dirigia aos complexos das comunidades da cidade. Porém, neste carregamento havia algo diferente, não era uma plantinha qualquer se carregava, era a erva agora mais bem tratada, maconha orgânica. Olha que chique! Alta tecnologia em benefício do extermínio da mente humana.
Segundo o locutor esta é quatro vezes mais potente que a normal. Fico imaginando, se a comum já faz um estrago danado, imaginem essa nova modalidade. Se seus fins terapêuticos, realmente fossem utilizados, e fizessem o efeito esperado e relevante para cura de alguma doença, seria louvável.
No entanto, creio que em nosso país esta responsabilidade não exista, é pura ilusão! Não se trata de ser pessimista, mas sim de ter um ponto de vista claro, pois minhas observações do cotidiano me proporcionam este olhar.
Nada neste país é levado efetivamente com seriedade, poderia listar a gama de projetos ou programas que não passam de meios para corrupção política do Estado.
Programas como implantado nas prefeituras, cujo medicamento vai para casa do paciente. Medicamentos para pressão arterial, em 70% dos casos , eles não fazem o efeito desejado e minha família é prova viva disto. Mãe, pai, tios e tias, neles o medicamento entregue pelo posto não fez efeito algum e com isso uma delas morreu.
Além disso, profissionais da área de saúde já comentaram que estes medicamentos são de procedência duvidosa. O que se deseja na verdade é o marketing bem aplicado na base da pirâmide social.
Voltando a plantinha, se programas como o listado acima, já se tem lá suas dúvidas com relação não só a procedência, mas também a sua distribuição e valores, imaginem o que acontecerá com a plantinha danosa.Quatro vezes mais potente, a comum já abre o caminho para o encontro de drogas mais potentes, imaginem o processo acelerado pela nova versão?
Não existe o usuário apenas e tão somente da plantinha, em algum momento seus vôos serão mais altos, através das alucinações e ilusões de um bem estar emocional, psíquico, ou seja da forma que for.
O usuário começa dando um "tequinho" de leve, algum tempo de uso e ele criará coragem de dar uma "cheiradinha" na branquinha, depois desta, provavelmente ele desejará fazer uma viagem ao espaço sideral e experimentará uma "picadinha na veia". Até que não satisfeito enveredará pelo caminho mais deprimente das drogas o "crack".
A pergunta é: Já conviveu com um viciado em seu núcleo familiar? Se sim, não deve ter gostado, pois é a própria visão do inferno, o desespero toma conta de todos, a falência do ser humano comprometendo a saúde de toda uma familia e do próprio.
Eu já presenciei isso, e não é nada fácil para os pais e familiares verem a degradação e destruição do ser que colocou no mundo.
Depois das doses excessivas e do vício destruidor, corre-se o risco ainda de se contrair AIDS. E essa mistura de vícios, drogas e aids penaliza que contraiu e quem assiste, tendo este que se tratar também. E mais uma equação para resultados destruidores é formada

M= Mp x Cp x CP + AIDS

M=morte/ Mp= maconha potencializada à quarta/ Cp=cocaína potencializada/CP= crack potencializado ; Aids=todos sabem o que é.

Infelizmente, nossa nação ainda não está preparada para encarar as drogas como algo democrático e de livre arbítrio. As consequências sempre são pagas por quem não é viciado, doente ou não tem nada a ver com isso.
Se a opção pelo uso de qualquer droga deva ser de livre arbítrio, a responsabilidade dos males no corpo e na vida de quem usa deveria ser também de responsabilidade do usuário, porém sabemos que isto não acontece. Os problemas sobram para todos os lados e as consequências são as piores

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Sempre Questionando



Arquivo pessoal
Sempre questionando o ponto da questão!


Algumas vezes aponto o lápis para o papel meio que sem saber o que escrever. Mas aqui neste lugar, ouvindo esta canção que mais parece uma canção de ninar, o que acalma meu coração e minha alma. Neste instante penso em tudo e ao mesmo tempo em nada.
Penso nas coisas que vivi e nas possibilidades que ainda terei durante esta hospedagem por aqui, pois não se sabe quanto tempo durará, acho que ninguém sabe!
No entanto, a música soa como um prenúncio de dias que poderão ser memoráveis, talvez! Assim a música soa em diferentes notas, maiores ou menores, sons mais agudos ou graves, numa cadência da qual pode o ritmo embalar os corações.
Este embalo e cadência são como a vida que muda a cada nota ouvida, assim nunca permanecemos no mesmo lugar e em alguns momentos vivemos sem clareza, outros em êxtase e em outros nem sabemos por que vivemos ou para que viemos. Simplesmente, vivemos os nossos dias assim, assim.....
Pensar no que nos espera seria querer adivinhar o futuro, mas este dom não possuo. O que tenho ou sinto são as intuições, porém nem sempre as sigo por ser teimosa, pois em sua maioria são quase certas. Por duvidar delas, os momentos vividos se justificam.
As sensações e momentos vividos durante nossa estadia por aqui ora são permitidos por nós, ora são encaminhados pelos acontecimentos que nos envolve como redes a pescar. Os peixes pescados podem ser de boa qualidade ou não, e só experimentando é que saberemos se nos causam dor.
Sendo dor não considero aprendizado, fico no campo das experiências para mais tarde analisá-las, questioná-las, de modo a não ser injusta com este ou aquele, mas refletir em que momento houve justiça ou injustiça e se valeu à pena ou não. Pois, cada ato apresenta uma forma diferente e a maneira da condução nos dirá se foi válido ou não.
De certo que críticas acontecerão se positivas ou não, deverão ser analisadas, e novamente questionadas.
Todo tipo de questionamento pode ser válido desde que os envolvidos se mantenham abertos ao diálogo, se fechados no interior de si mesmo não descobriremos o que nos levou verdadeiramente àquela direção e o silêncio atormenta o nosso interior e nos castiga, machuca e dilacera tanto um quanto o outro, logo se não temos mais olhares ou direções, algumas hipóteses são lançadas para a explicação a primeira: o sentido deixou de existir; segundo olhar: existe o sentido, mas se reserva o direito de sentir a sua maneira; a terceira: o que incomoda também é incomodado, e a quarta possibilidade: ainda existe algo que se tem medo de falar pra não fraquejar, os sentimentos.
O que ? Como ? E Por quê? Estes são os meus questionamentos diários, não posso mudar sou uma mulher “perguntadeira”.
E a música continua a soar, como um prenúncio de dias memoráveis.